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Base de Conhecimento

Tire todas as suas dúvidas. Saiba qual é o seu tipo de pele.
A Pele e os seus elementos:

A pele é a mais volumosa parte do corpo e exerce diversas funções fundamentais: protege-nos contra as agressões externas, regula a temperatura corporal e comunica com o exterior.
Este órgão que é o maior do nosso corpo, compreende várias camadas: epiderme, derme e hipoderme.

EPIDERME
1ª camada que no rosto apresenta uma grossura de 0,1mm a 0,25 mm, é a que vemos e nela se instalam os inestéticos sinais de alerta.

DERME-
2ª camada que apresenta uma grossura de 2mm aproximadamente e que é formada por tecido conjuntivo, é onde se encontram os vasos sanguíneos e linfáticos
superficiais e profundos, glândulas sudoríferas, folículos pilosos, glândulas sebáceas e fibras nervosas.

HIPODERME-
3ª camada é onde se encontra o tecido adiposo, as terminações nervosas, os bolbos pilosos e as papilas dérmicas. As substâncias extra celulares são numerosas e diferenciam-se amplamente: A elastina de base proteica assegura aos tecidos a elasticidade necessária para
resistirem às tensões e agressões mecânicas sem causarem dano.
O colagénio também de base proteica fornece suporte à pele.
Os polissacarídeos, glicosamiglicanos, ácido hialurónico, etc., ajudam a manter a firmeza da pele e a manter o manto hidro-lipidico nas zonas extra celulares.
As células são a parte viva da pele e têm igualmente funções diferentes: produção de substâncias extra celulares (fibroblastos), melanina (melanócitos), bem como sensações palpáveis e respostas de imunidade do corpo (células de Langer Hans), etc.
Aproximadamente ¼ do sangue circula pela pele, ministrando-lhe tudo o que é necessário para criar novas células e manter as existentes: oxigénio para que a pele
“respire” (combustível para o metabolismo cutâneo), hidratos de carbono para proporcionar energia, gorduras e vitaminas, minerais e oligoelementos.
Em teoria a pele poderia prescindir de um aporte de substâncias exteriores, no entanto, no que se refere à epiderme (ao contrário da derme), esta não dispõe de
vasos sanguíneos próprios e é alimentada pelos capilares existentes na camada basal que faz fronteira com a derme. Esta estreita engrenagem entre as duas camadas
cutâneas (membrana basal), vai alisando e relaxando com a idade, começa a perder a sua forma ondulada que dá coesão e tensão á pele, e como consequência, no estrato
germinativo da epiderme começam a aparecer estreitamentos que surgem como obstáculos á administração de oxigénio e de nutrientes e dai surge o temível envelhecimento da pele e os seus problemas particulares e específicos.

A pele é um órgão inteligente e seletivo…

A vitalidade e saúde da pele dependem de varias substâncias, as quais se vão “desgastando” com o tempo e cujos níveis de produção vão caindo com a idade.
Assim sendo, a pele deve ser fornecida com substâncias como:
Enzimas – a pele contem numerosas enzimas, um dos mais importantes SOD (super
oxido dismutase), protege a pele da ação dos radicais livres. A importância desta enzima foi crescendo, quanto mais cresceu o estilo de vida moderno, que passou a
expor a pele a elevados níveis de poluição e por isso, a um maior ataque dos radicais livres.
Proteínas – são substâncias que tendem a deteriorar-se com o tempo, tal qual uma parede velha que vai perdendo os tijolos, é necessário o seu fornecimento constante para que com esses “tijolos” se faça uma “reconstrução” da pele.
São eles por exemplo: micro colagénio, peptídeos e aminoácidos de soja, trigo ou algas, etc.
Polissacarídeos – a família dos polissacarídeos são muito extensos e são eles que
ajudam particularmente na hidratação e regeneração da pele, favorecendo também as defesas contra as agressões externas.
Vitaminas – ajudam as células a funcionar melhor. É graças a elas que a maioria das
enzimas consegue “trabalhar” permitindo que as células e os tecidos sejam criados e permaneçam saudáveis. O seu “deficit” afeta substancialmente a aparência da pele.
Torna-se evidente que em relação à idade, ao estilo de vida, às condições climatéricas, às condições pessoais de cada indivíduo, a pele (porque é um órgão inteligente), terá diferentes solicitações e necessidades e se manifestara dando ou não sinais
(inestéticos cutâneos), para que lhe forneçam as substâncias necessárias para recuperar o seu equilíbrio.
Uma dieta e um estilo de vida desequilibrados, irão requerer um maior consumo de vitaminas, uma pele stressada vai pedir mais polissacarídeos e enzimas para melhorar as suas defesas, uma pele mais envelhecida vai pedir um pouco mais de tudo, em especial proteínas e vitaminas para melhorar a sua regeneração.

Não devemos esquecer que o nosso processo de envelhecimento se inicia por volta dos 25 anos.

Factos como estes elevam a necessidade de estudar tratamentos que possam ser personalizados tendo por base as características e as necessidades diferentes de cada
pessoa e de cada pele.

PELE NORMAL, SECA
Pele que apresenta um aspeto fino, delicado e de poros fechados. Ao ser lavada com sabão natural deixa uma sensação de tensão e desconforto, tem uma maior tendência para a formação de rugas e descamação, é uma pele que no geral não tem tendência à criação de impurezas.

PELE SENSIVEL
Apresenta na maioria dos casos as características da pele seca, mas é uma pele que reage facilmente às influências externas e internas (calor, frio, stress, …), com vermelhidão e/ou telangiectasias. Pode apresentar também pequenos grãos quando tem uma tendência alérgica. A pele sensível é caracterizada por uma alteração do mecanismo de controlo exercido pela unidade linfático cutânea, uma alteração neste mecanismo desregula a micro circulação superficial com o consequente aumento da fragilidade capilar.
Se conjugarmos os dois tipos de pele, temos então uma pele que reage por influência do meio ambiente, pelos cuidados inadequados, pelo stress físico e psicológico, com sintomas de irritabilidade que se manifestam por vermelhidão, por pequenos grãos e descamação e por uma maior profundidade e quantidade de rugas, mesmo em pele
ainda jovem.

PELE OLEOSA
Pele que frequentemente, pouco tempo após a limpeza diária adquire um brilho gordurento, tem uma grande tendência para formar pontos negros, pontos brancos e
manchas. A pele oleosa é convencionalmente dividida em pele oleosa e asfixiada. No caso da pele oleosa, o orifício de saída do folículo é aberto e assim o sebo produzido é livre de sair, o que lhe confere o aspeto brilhante. No caso da pele asfixiada o ostium folicular é fechado ou quase fechado, resultando daí uma estagnação de sebo produzido e a sua acumulação, formam-se os pontos brancos “millium ”e o aspeto falso seco da superfície da pele.
As glândulas sebáceas segregam uma substância oleosa chamada sebo (em latim significa gordura) e outros resíduos de células produtoras de gordura que morreram.
O sebo é produzido por células especializadas da pele.
As células periféricas das glândulas contêm tono filamentos, o que reflete a sua origem epidérmica e escassos lípidos. À medida que os lípidos se formam, o glicogénio vai sendo consumido, os tonos filamentos deslocam-se e o citoplasma enche-se de vacúolos. Na célula os vacúolos fundem-se entre si provocando um aumento de 6 tamanho da célula até 100 vezes o normal, adquirindo um aspeto de célula de corpo estranho.
Num estádio posterior, a membrana desorganiza-se, a célula rompe e elimina o seu conteúdo (o sebo) para o canal sebáceo. O sebo é inodoro, mas o dano que causa às
bactérias pode produzir odores.

PELE MISTA
Tem características tanto da pele seca como da pele oleosa. A zona da testa, nariz e queixo (zona T) têm um brilho gordurento, no entanto o resto do rosto apresenta
características da pele seca e mesmo desidratada.

PELE IMPURA COM ACNE
Pode dever-se a muitas causas: má alimentação, falta de higiene, stress, inflamações,
factor hereditário, …no entanto uma da principal causa é o aumento das hormonas andróginas (hormonas masculinas) durante a puberdade que controlando a atividade
da glândula sebácea, a estimulam a produzir sebo. O excesso de sebo produzido vai obstruindo os poros e a gordura começa a deteriorar-se tornando-se irritante, o
processo de inflamação é agravado pela proliferação da “Propionibacterium Acnes”, a bactéria que provoca a situação da acne.
Independentemente das características próprias a cada tipo de pele, têm um aspeto que pode ser considerado comum, que é o facto de todas serem sensíveis e mesmo
reativas, devido à alteração do pH da epiderme que o excesso de sebo provoca. A utilização de produtos muito agressivos pode agravar o seu estado. Cuidar adequadamente de uma pele oleosa não é difícil, no entanto necessitam de tratamentos apropriados a sua condição, os quais devem:
• Purificar os poros em profundidade
• Favorecer a eliminação de células mortas e de impurezas
• Normalizar o excesso de secreção sebácea
• Inibir o crescimento da Propionibacterium Acnes, de forma a prevenir processos inflamatórios
• Acalmar os processos de irritação
• Reduzir a dimensão dos poros
• Absorver o excesso de sebo
• Favorecer a renovação celular